sábado, 24 de março de 2012

Eleições por aí em 2012 e 2014.

Decidi hoje escrever sobre um assunto do qual não faço muita questão de debater com as pessoas. Sempre quando se fala em política, cada pessoa tem seus ideais, sejam partidários, sejam posições políticas, enfim, motivos que fazem a pessoa tomar a decisão do voto no dia das eleições.
Eu, particularmente, não sou partidário. Sempre em período de eleições, busco analisar pessoalmente quais os benefícios que serão trazidos com a eleição de determinado profissional. Às vezes faço esta busca por mim mesmo, às vezes com conversas com as pessoas que se relacionam diretamente com o governo federal.

No primeiro período de eleições que participei, na minha adolescência (em 2004, com 16 anos), estava tão indignado com questões políticas que anulei todos os meus votos, repetindo a atitude em 2006. Imaginaria como fosse se todos os brasileiros anulassem seus votos, repercutindo internacionalmente e como a população mundial veria isto. A resposta era até mais óbvia do que esperava-se: Não existe alguém que preste para comandar o país.
Passado este estado de utopia (uma vez que seria impossível disto acontecer), passei a ser mais humilde e pensar em como seria se, pelo menos a maioria anulasse os votos. Não iria repercutir muito bem para a nação e seus candidatos, mas, seria outra situação improvável.

Por conta disto, passei a ter a crítica política que tenho hoje. Em pensar que a oposição sempre deve existir e se eleger (após dois mandatos do atual governo). Isso faz, na minha opinião que não se criem nichos de falcatruas mantendo somente um tipo de governo, além de que existirá a moral (que claro, alguns políticos não tem) em buscar elaborar um trabalho melhor do que o do "concorrente".

Na semana passada (se não me engano) me deparei com uma notícia um tanto quanto interessante, segue o link:
http://www.ijui.com/noticias/politica/32039-deputado-pimenta-confirma-r-250-mil-para-o-municipio-de-ijui

Este profissional terá meu voto! Justifico-o:
- Investirá no município que resido, aumentando as chances de crescimento da cidade;
- Trará benefícios para as pessoas que aqui moram e, conseqüentemente, trará benefícios a mim (egoísmos à parte, mas é um fato)
- Não é um deputado que está envolvido em algum tipo de "circo da política".

Claro que política, futebol e religião não se discutem, e não é com este propósito que elaboro esta postagem de hoje. Só que este tipo de ação pode fazer diferença: Conhecer o candidato, pesquisar sobre seu passado e presente, conhecer suas propostas, idéias e projeções.

Além disto, é claro, o eleitor poder dormir com a consciência tranquila à noite.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Algemas no goleiro do gol 1.000 de Pelé

Esta semana passada, durante uma de minhas leituras do jornal Zero Hora, folheei até o caderno de esportes para me informar sobre os assuntos que rondavam pelo mundo (e claro, ter notícias sobre o clube do qual torço, o Sport Club Internacional de Porto Alegre).

Eis que, ao chegar no caderno de esportes, após me inteirar sobre os assuntos do clube que apóio, me deparei com uma notícia que Edgardo Andrada, goleiro que sofreu o gol 1.000 de Pelé, corre o risco de prisão perpétua. Tal condenação foi dada em função de crimes de ditadura, ocorridos na Argentina, no qual Andrada participou do seqüestro e morte de dois militantes, no ano de 1983.

O goleiro defendeu o Vasco da Gama entre as décadas de 60 e 70, período que foi imortalizado na história do futebol por ser o guarda-redes vitimado no milésimo gol do Rei do Futebol. Neste momento, seu nome foi escrito nos livros esportivos.
Porém, no ano de 1983, seu nome é escrito em um rumo político rigoroso e sem muitas enrolações - a ditadura - fazendo parte de um grupo que seqüestrou e exterminou com a vida de duas pessoas.

Não criticando seu julgamento, no qual foi condenado à prisão perpétua por participar de tais ações, mas com certeza uma pessoa velha, nos seus 73 anos, já tenha se arrependido de tais atitudes e, condenado a si memso por se prontificar a participar da execução de duas pessoas.
Critico o fato de que, em muitos dos casos, pessoas mais jovens, sem arrependimento de qualquer ação irresponsável que tenham tomado que prejudicou de qualquer forma pessoas, famílias e/ou amigos, já não estão mais em poder da justiça, cometendo outros crimes e perturbando a sociedade.

Reforçando:
Há sim a necessidade de que sejam tomadas as medidas cabíveis para os detentores de tal crime de repressão política, porém, pergunto: Será que, a medida de aprisionar perpetuamente uma pessoa que está com 73 anos de idade é a mais correta a ser tomada? Trabalhos que envolvam o físico acredito que não seria a melhor solução, também. Mas, quem sabe, indicá-lo a efetuar trabalhos sociais, juntamente com a condenação da justiça, obviamente, no qual auxilie crianças carentes a jogar futebol, por exemplo!

Reforçando novamente:
Não discuto o quão culpado este senhor seja pelas suas atitudes no passado. Discuto sua condenação, se é realmente a prisão perpétua, para um idoso, a solução para este problema, ou usar isto para garantir qualidade de vida para outras pessoas que desconheçam sua história.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Profissional Regulamentado

Nesta terça, após assistir o Jornal Hoje, programa de jornalismo da emissora de TV Rede Globo, fiquei com certa "fome de conhecimento" sobre as questões de profissões regulamentadas. (A propósito, que gravata bonita que o Evaristo utilizou nesta edição, ótimo gosto ele tem!)
Este ímpeto veio após uma reportagem que trazia informações sobre os estacionamentos ilegais que ocorrem em cidades grandes com os chamados "flanelinhas". Eles designam quem deve estacionar onde, quanto tempo, no máximo, a pessoa deverá ocupar a vaga de estacionamento, entre outros critérios irregulares. Para os ostentadores da política da "liberdade do ir e vir" sem a necessidade de ter que pagar monetariamente por isto, é uma conduta incorreta.
Tudo bem, concorda-se que com o seu veículo estando em um local de confiança, sendo seguramente guardado e vigiado, que resulte na integridade do mesmo, quem não aceitaria pagar um pouquinho por isto? Melhor isto do que um vidro trincado, para-choque quebrado, rádio furtado, entre outros.

Porém, o que efetivamente me chamou a atenção é que a profissão de "flanelinha" (Guardador e Lavador de Veículos Automotores) é regulamentada em nosso país! (veja mais profissões regulamentadas em: www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/regulamentacao.jsf)

Nenhum absurdo nisto! São pessoas que trabalham, exercem a profissão de boa fé, e esta atividade tem as suas particularidades, assim como demais outras.
Por exemplo, de repentista! Também é uma profissão regulamentada! Sair trovando e improvisando também é uma profissão que pode ser respeitada. Afinal de contas, não deixa de ser um artista, e para tal devemos ter a mesma consideração que temos para com músicos, artistas plásticos, escritores, etc.

O que me dá enjoo é que a minha profissão e a de outros tantos que fazem com que este blog tenha conteúdo, que este dispositivo que você está utilizando para ler esta postagem funcione, e tantas outras facilidades que fazem parte da sua vida, não é regulamentada!
A SBC (Sociedade Brasileira de Computação) já fez esforços para que seja regulamentada a profissão de Informata, Analista de Sistemas, ou seja lá qual for o nome. Desde 2003 há o encaminhamento de um documento para o Congresso Nacional para a regulamentação de profissão (veja mais informações em: http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc-faq.html)

Rapidamente, a última informação que coletei sobre a situação é que isto pode, finalmente, sair do papel (9 anos depois da SBC tomar a frente para isto). Seriam regulamentadas as profissões de Analista de Sistemas e Técnico de Informática. O texto a seguir foi retirado do site PCI Concursos:
"De acordo com o texto em exame na Comissão de Assuntos Sociais, a profissão de analista de sistemas seria exercida por pessoas diplomadas em análise de sistemas, ciência da computação, processamento de dados ou engenharia de software. Também estariam autorizados os profissionais que tenham exercido a profissão comprovadamente por, pelo menos, cinco anos, assim como os que tiverem feito graduação no exterior e revalidado seus diplomas no Brasil.
A responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, assim como a emissão de laudos, relatórios e pareceres técnicos seria privativa de analista de sistemas.
Já a profissão de técnico em informática, ainda de acordo a proposta, seria exercida por profissionais com curso técnico de informática ou de programação de computadores (em nível de ensino médio ou equivalente) e por quem tenha exercido essa profissão, comprovadamente, por pelo menos quatro anos.
Esses profissionais teriam, ainda segundo a proposta, uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Compensação de horários e redução da jornada poderiam ser feitas mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Para os profissionais com atividades com esforço repetitivo, a jornada seria de 20 horas semanais com, no máximo, cinco horas diárias, incluído descanso de 15 minutos."

Benefícios disto? Simples:
  1. Licença (evita que qualquer pessoa sem conhecimento adquirido em instituição exerça a atividade)
  2. Carteira Profissional (mesmo que 1.)
  3. Cédula Profissional (mesmo que 1.)
  4. Piso Salarial (evita a prostituição da profissão, em que pessoas são contratadas por valores míseros)
  5. Órgãos reguladores aos quais elas são vinculadas (adoção de padrões, necessidade no desenvolvimento de programas)
  6. Entre outros.
Meus colegas de guerra profissão, aguardemos.

domingo, 30 de outubro de 2011

Identidade Nacional

Ao ler este título, algumas pessoas podem ter pensado que eu falarei alguma coisa com referência ao Registro Geral, Cadastro de Pessoas Físicas, ou qualquer coisa deste gênero. Bem, não é "bem" assim o assunto.

Quando digo identidade nacional, me refiro ao patriotismo que as pessoas tem pelo país no qual nasceram.

Os "estado-unidenses" são um exemplo quando se trata em patriotismo. Qualquer filme que é produzido, qualquer tema que é abordado no cinema, há uma bandeira dos Estados Unidos da América. Os Estados Unidos da América salvam o planeta da destruição total. Os Estados Unidos da América sempre vencem.
Mas este não é o propósito deste texto! Se for para seguir o propósito que quero chegar, os "estado-unidenses" estão (e muito) certos.

Há dignidade no ser cidadão daquele país. As pessoas trabalham para tê-lo como o melhor país do mundo. E neste sentido, podemos mencionar os alemães.
A Alemanha, atual é uma potência global. Diga-me: Que país que foi arrasado nas duas grandes guerras mundiais, e se reconstruiu como se nada tivesse acontecido? E se, realmente, nada tivesse acontecido, em que patamar estariam os alemães?
Isto é a cultura do país, iniciada a partir das pessoas que representam os cidadãos e o país de maneira efetiva na política, nas empresas, nos ministérios.

Quem sabe podemos resumir em uma palavra: Orgulho.

Quando pensei em escrever alguma coisa sobre este assunto, eram tempos da Copa América de 2011 (Parabéns ao Uruguai pelo título). E nesta Copa, como não mencionar o nome Lionel Messi.
Messi, como sabem, é argentino.
Messi, como sabem, é jogador do F.C. Barcelona, da Espanha.
Messi, como sabem, bem... É o Messi.
Lionel Messi é um grande craque, grande jogador, "gasta a bola" (jargão utilizado no meio futebolístico, que identifica uma pessoa que joga muito bem) como poucos. Seu controle, seu domínio e seu talento de "grudar" a bola no pé dificulta qualquer ação dos marcadores.

Porém, durante esta Copa América, me deparei com algo inusitado: Lionel Messi não era o Messi do Barcelona. Tinha dificuldades para ter o controle que tem no time catalão, apanhava da bola, e chutava com certa grosseria, sem aquele carinho. Houve uma falta cobrada pelo meia-atacante que certamente apavorou os narradores e comentaristas que acompanharam a partida da Argentina e Colômbia (vídeo da cobrança abaixo).


Se comportou como um bom jogador na Copa, sim. Mas quem viu o que ele é capaz no Barcelona, e viu o que ele apresentou na seleção argentina, percebeu que ele serviu para completar time (bem, quem mandou demonstrar ser tão bom?).
Isto fez com que o jogador "argentino" perdesse a confiança da própria torcida, os torcedores argentinos.
Posso dizer isto com a convicção de que, em uma das matérias, um cidadão de Buenos Aires disse: "Messi é mais espanhol do que argentino, ele quer é jogar pela seleção espanhola!".

Mas, quem sou eu para falar o que é certo e o que é errado?
Quem sabe por viver tanto na Europa, ele pegou simpatia pelo continente, e mais! Pegou simpatia pela Espanha.

Só acho que é, no mínimo estranho, haver tal rótulo sendo que o cidadão nem naturalizado é. E ele também não deixa de se colocar em maus lençóis pelas suas atuações com a seleção de seu país de origem.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O dia em que Steve Jobs morreu.

Posso dizer que nunca fui de utilizar produtos da Apple. iMac, Macintosh, iPod, iPhone... Desconheço o que é utilizar um destes, mas sinto muita vontade em função de que todos que os utilizam, falam bem destes dispositivos. Sejam de suas memórias dedicadas e alto desempenho, ou sobre a questão da sua fonte de energia, em que o consumo é relativamente baixo acarretando no tempo de vida surpreendente de suas baterias.

Artistas utilizam iMacs. A facilidade e possibilidade de lidar com a arte na mais pura concepção é algo que simpatiza quem o utiliza a primeira vez neste ramo, fazendo com que a pessoa ache os demais como somente o resto, nada mais.

Um dos idealizadores, que reergueu a Apple das cinzas é um cara chamado Steve Jobs. O senhor trabalho (Job = Trabalho, em português) era uma pessoa que, a partir da sua exigência, cativava as pessoas com quem convivia.
Dizia ele, enquanto liderava algumas equipes no setor de desenvolvimento: "Não quero programadores, quero artistas". O que ele realmente queria, eram pessoas criativas, inovadoras, que acreditassem em seus sonhos, e que não tivessem o medo de errar.


Atualmente foi-lhe destinado o que aconteceu esta semana (mais precisamente no dia 05 de Outubro de 2011). A morte proporcionada a partir de um câncer no pâncreas, que o atormentava desde meados de 2004. Pessoas que convivem com este tipo de doença sofrem lentamente, são submetidas a químicas fortíssimas, e quando se fala em "é a hora", it's time to go to the other side.

Um novo iPhone(4S) seria lançado (no dia 4 de Outubro de 2011, um dia antes da morte de Steve), junto com uma gama de produtos (novos iPods, novo sistema operacional, etc.). O cara para fazer isto? Steve Jobs. Porém, em decorrência do estado da doença, ele se afastou da Apple. Ele estava cansado, debilitado...

Nomearam outros porta-vozes para tal evento: Tim Cook (Presidente, e substituto de Steve Jobs), Phil Schiller (Vice-precidente de marketing) e Scott Forsall (Vice-presidente).
Tim Cook assumiu a responsabilidade de ser um CEO tão bom quanto foi Steve Jobs. Uma tarefa nada fácil, em função de estar a sombra de uma figura que reergueu uma empresa que está novamente em meios as grandes corporações, fundou um dos estúdios mais famosos (Pixar) de animação, entre outros grandes fatos relevantes.

Para quem quiser conhecer a trajetória de Steve Jobs, sugiro o livro: "A cabeça de Steve Jobs". É um livro em que são relatados os comportamentos de Steve pelos olhos de pessoas que conviveram com ele, em uma tentativa de desmistificar o que se passava pela mente deste mentor, sua maneira de ser e de agir.

Meu próximo passo: Comprar e ler o livro da Biografia de Steve Jobs. Não por ser um grande fã e conhecedor da Apple, seus produtos e o que esta personalidade criou. Mas por ter uma grande admiração por ele, por conhecer a sua história, respeitar suas atitudes e sua liderança, sua criatividade, sua gana pela vitória e sua nova maneira de criar aplicações e dispositivos computacionais.